Por JOSH BOAK
WEST PALM BEACH, Flórida (AP) – Presidente Donald Trump disse na sexta-feira que perdoará o ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernandez, que em 2024 foi condenado por tráfico de drogas e acusações de armas e condenado a 45 anos de prisão.
O presidente explicou sua decisão nas redes sociais postando que “de acordo com muitas pessoas que respeito muito”, Hernandez foi “tratado de forma muito dura e injusta”.
Em Março do ano passado, Hernandez foi condenado num tribunal dos EUA por conspirar para importar cocaína para os EUA. Cumpriu dois mandatos como líder da nação centro-americana de cerca de 10 milhões de pessoas.
A postagem fazia parte de uma mensagem mais ampla de Trump apoiando Tito Asfura para a presidência de Honduras, com Trump dizendo que os EUA apoiariam o país se ele vencesse. Mas se Asfura perder as eleições deste domingo, Trump postou que “os Estados Unidos não vão gastar dinheiro bom atrás de dinheiro ruim, porque um líder errado só pode trazer resultados catastróficos para um país, não importa qual país seja”.
A Presidente cessante das Honduras, Xiomara Castro, inclinou-se para uma posição esquerdista, mas manteve uma atitude pragmática e até cooperativa ao lidar com a administração dos EUA e recebeu visitas da Secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e da General do Exército dos EUA, Laura Richardson, quando era comandante do Comando Sul dos EUA. O presidente até recuou nas suas ameaças de acabar com o tratado de extradição de Honduras e com a cooperação militar com os EUA.
Sob Castro, Honduras também recebeu os seus cidadãos deportados dos EUA e funcionou como uma ponte para os venezuelanos deportados que foram então recolhidos pela Venezuela em Honduras.
